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Abuso e dependência de álcool atingem 5,6% dos brasileiros

Reprodução: Google

Na Semana de Combate ao Alcoolismo, CISA chama a atenção para o papel da família na prevenção do uso abusivo de álcool e no sucesso do tratamento nos casos em que a doença foi diagnosticada

O uso abusivo de álcool é um dos fatores de risco de maior impacto para o desenvolvimento de doenças, incapacidades e mortalidade em todo o mundo, e está relacionado a 3,3 milhões de mortes a cada ano – o que significa dizer que quase 6% de todas as mortes no mundo são atribuídas total ou parcialmente ao álcool.

No Brasil, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que 5,6% da população apresenta transtornos relacionados ao uso de álcool (abuso e dependência). Por isso, na Semana de Combate ao Alcoolismo, o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool – CISA, organização não governamental que se destaca como uma das principais fontes para o tema, alerta sobre a importância dos familiares com relação a esse problema de saúde pública.

“A família é peça-chave tanto na prevenção do uso abusivo do álcool, como em casos em que o problema já está instalado. Inclusive, não são poucas as vezes em que o tratamento se inicia na família, principalmente porque o usuário de álcool não aceita seu problema, não reconhece que o uso de bebidas alcoólicas traz consequências negativas ou está desmotivado para buscar ajuda”, afirma o presidente executivo do CISA, o psiquiatra e especialista em dependência química Dr. Arthur Guerra.

Em se tratando da prevenção entre crianças e jovens, é de vital importância que pais e familiares assumam sua responsabilidade na formação de valores que protejam essa população mais vulnerável do consumo precoce e excessivo de álcool. “É preciso considerar que, muitas vezes, as pessoas bebem para serem aceitas em um grupo, e isso é muito comum entre os jovens. A questão é que, quanto mais cedo se inicia o uso, maior o risco de desenvolver dependência”, explica.

Entre as medidas protetivas estão o diálogo aberto e amigável, para que os filhos se sintam à vontade para tirar dúvidas, o relacionamento de parceria e confiança e a manutenção de hábitos saudáveis em casa. Afinal, nada melhor do que dar o exemplo.

Para os casos em que a doença já foi diagnosticada, a família também é parte importante do tratamento. De acordo com o especialista, um acompanhamento específico e dirigido para os familiares é essencial para que possam compreender a doença e seus desdobramentos, assim como receber orientação adequada sobre a melhor forma de ajudar o ente querido e a si mesmo.

“O alcoolismo é uma doença crônica, assim como diabetes e hipertensão, e totalmente passível de tratamento. Por ser uma doença complexa, é interessante que o tratamento seja multidisciplinar, para atender às diversas necessidades do paciente. Nesta fase, o apoio da família continua sendo fundamental, principalmente para auxiliar a pessoa a refazer seu círculo de amigos”.

Outro fator importante apontado pelo Dr. Arthur Guerra é a prática regular de atividade física, uma vez que as endorfinas, hormônios produzidos pelo próprio corpo durante o exercício, trazem sensação de bem-estar. Além disso, a prática esportiva permite o contato com pessoas de interesses similares e pode ajudar também na prevenção de recaídas.

No Brasil, os locais mais conhecidos para tratamentos gratuitos especializados são os Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS-AD) e hospitais públicos e conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: Portal Nacional de Seguros

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